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Estímulos para a fala que fazem parte das diretrizes de abordagem

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Estratégia de convencimento para que o indivíduo convicto da ideia de suicídio seja interrompido em sua determinação

1) CRIANDO O LUGAR IDEAL DE FALA:

• A escuta deve ser em um lugar seguro, sem riscos, confortável.

• Olhe para a pessoa.

• Estabeleça empatia.

• Estimule a concentração do indivíduo no tema.

• Não interfira nas pausas, nem complete frases.

• Não minta.

• Não dê opiniões pessoais com exemplos da própria experiência.

• Não responda a possíveis agressões.

2) TEMAS QUE DEVEM SER APROFUNDADOS:

Estímulo inicial para a fala (amparo): lembrar-se de que ideias de suicídio são comuns. Grande parte das pessoas pode pensar sobre a própria morte em alguma época da vida.

Há pensamentos do tipo: “É melhor eu viver ou morrer?” e “É melhor não acordar amanhã”.

Pergunte à pessoa se está pensando sobre suicídio.

Pergunte sobre o conteúdo desse pensamento.

Há ideias sobre estar sem saída, de que a vida não vale a pena, de que isso não vai ter fim?

Como está planejando o suicídio?

Diga que tem tempo para escutá-lo (“sou todo ouvidos para você neste momento”).

3) ATITUDES PARA QUEM FORNECE AMPARO:

 O isolamento de um suicida não deve ser acatado.

• Não deixá-lo sozinho.

• Garantir que não ficará sozinho.

• Ajude-o a se conectar com os outros.

• Interfira no planejamento suicida: estimule-o a jogar fora objetos afiados e cortantes, a livrar-se de cordas caso pense em enforcamento, a livrar-se de álcool e drogas sedativas que estejam por perto.

Tente ajudar em questões básicas: verificação de óbito para sepultamento, velório, enterro, procura de documentos, busca pelos direitos, questões bancárias e arrumação do ambiente em que vivia o suicida.

É muito importante a elaboração do luto. Situações que envolvem o suicídio geralmente são traumáticas, portanto o luto envolve uma possível condição de trauma e depressão.